Sofrer uma batida de carro, com certeza, gera transtornos, mesmo que o acidente só tenha provocado danos materiais. Após o susto, muitos ficam meio que perdidos, e não sabem exatamente o que fazer após o ocorrido.

A seguir, vamos dar algumas dicas úteis para orientar quais devem ser as ações tomadas após uma batida de carro.

1) Removendo (ou não) o veículo do local

Tirar o carro do lugar do acidente vai depender de alguns fatores. Por exemplo: caso não haja vítimas, o carro precisará ser removido, sim, sob pena do dono ser multado de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. Porém, havendo vítimas, fatais ou não, a obrigatoriedade é para que o veículo permaneça no local, enquanto chegam as unidades de emergência.

Outra questão é que, em caso do carro precisar ficar no local da batida, é preferível que ele fique na faixa da direita, utilizando uma sinalização que seja adequada para os outros motoristas que continuam trafegando por ali. Essas sinalizações podem ser o pisca-alerta ou um triângulo colocado a 30 metros do local do acidente.

2) Identifique a parte contrária o mais rápido que puder

Seja a causadora ou não do acidente, é importante sempre identificar a parte contrária. Até mesmo porque essa atitude pode servir para facilitar qualquer forma de ressarcimento futuramente.

Para fazer a identificação correta, dois métodos são os mais corretos. O primeiro é a apresentação da carteira de habilitação, que deve estar com a parte condutora do veículo. Outro documento pode ser requerido, como o RG, por exemplo. Já a segunda forma de identificação é a placa do veículo (além de outros dados do carro, como modelo, cor, etc).

Caso a parte contrária não queira se identificar (o que, de fato, não é obrigatório), você, simplesmente, pode anotar a placa do carro, que já será de bom tamanho. Inclusive, caso você só consiga essa informação, um juiz terá que expedir uma ordem, através de ofício, para que o Ciretran forneça os dados cadastrais do proprietário do veículo em questão.

3) É preciso fazer um boletim de ocorrência

Mesmo que não tenham havido vítimas, um boletim de ocorrência precisará ser lavrado. O que precisa ser verificado é a forma de fazê-lo. Havendo vítimas, o boletim precisará ser lavrado no próprio local do acidente. Não havendo, ele pode ser emitido online.

O que deve constar nesse boletim é o máximo de informações possíveis. Existem alguns modelos disponíveis na Internet, e que ajudam no preenchimento, com todos os dados necessários, desde a marca dos veículos envolvidos no acidente, até a numeração da documentação dos respectivos condutores dos carros.

4) A hora certa de acionar o seguro

Nesse caso específico, existem duas situações hipotéticas. A primeira é se a batida só tiver envolvido o seu carro. Nesse caso, você vai, primeiramente, acionar a sua seguradora para relatar o ocorrido.

Se os danos forem só materiais, ela não exigirá nenhum boletim de ocorrência. Caso o conserto seja muito barato, acaba não valendo a pena acionar a franquia do seguro. Em suma, não compensa.

A segunda situação é quando a batida envolver outro veículo, ou seja, terceiros. A regra é clara: quem provocou a batida, arca com as despesas. Por exemplo: se foi o outro motorista quem provocou o acidente, e ele tiver seguro, será o dele a ser acionado.

Em caso dele não possuir seguro, e não se comprometer com as suas despesas, acione a sua seguradora, que depois ela irá cobrar judicialmente todos os custos do responsável pela batida.

Se você foi o responsável pela batida, o ideal é avaliar os danos. Se os estragos forem muito grandes, o melhor é registrar um sinistro na sua seguradora, que arcará com o conserto do seu carro e de terceiros.

5) Acione judicialmente só quando for necessário

Ações judiciais devem ser movidas de maneira responsável, e somente quando for necessário. No caso de algum acidente envolvendo carros, ela deverá ser acionada em algumas situações.

Por exemplo, quando se tem o número da placa, mas não a identificação do condutor, é preciso apelar pra esse tipo de ação. Ou até se você tem a identificação, mas a pessoa está simplesmente “incomunicável” ou ignorando o ocorrido.

Mesmo evitando uma ação judicial, o ideal é formalizar um acordo de ambas as partes, sem o famoso “boca a boca”. A formalização é uma prova documental importante que, talvez, possa ser usada no futuro em caso de problemas.