Esse ano, o modelo Golf da Volkswagen está completando 45 anos de existência. Lançado originalmente na Europa, somente alguns anos depois, em 1995, chegou ao Brasil, chacoalhando o mercado nacional, e se tornando o grande carro-chefe (perdão o trocadilho!) da Volkswagen por aqui.

E, pra comemorar tanto sucesso nesse aniversário do modelo, que tal conhecermos algumas curiosidades a respeito do Golf?

A inspiração

O carro que inspirou a criação do Golf foi justamente o nosso tão famoso Fusca. Isso porque, desde a década de 60, que a Volkswagen já estava pensando num modo de substituir esse modelo que, pra muitos, já estava ficando defasado e fora de moda.

A ideia era substituir por um modelo cujo motor fosse refrigerado a ar, mas que fosse tão econômico quanto o próprio Fusca. Após vários e vários anos de estudos, finalmente a Volkswagen chegou ao Golf, que, assim como o seu antecessor, era um modelo mais acessível, popularmente falando.

Os primeiros de todos

Desde 1974, o Volkswagen Golf existe na Alemanha, e esse primeiro modelo tinha motores de 1,1 e 1,5 litros. Só que, dois anos depois, essa característica já ficou um tanto “datada”, com o surgimento do esportivo GTI, com 1,6 litros e 110 cv de potência. Além disso, a suspensão dele era mais baixa, e os pneus, mais largos.

Foi esse esportivo, inclusive, que deu origem ao Sedan Jetta, além de um conversível comercializado nos EUA, sob o nome de Rabbit (“Coelho”, em bom português).

Nos EUA

O Golf só chegou na Terra do Tio Sam em 1978, e a proposta era simples, mas arrojada: um carro que fosse jovem e, ao mesmo tempo, eficiente. Deu tanto resultado que, apenas 1 anos depois, o Jetta chegaria por lá.

Inicialmente, os motores eram de 1,6 litros, mas depois da década de 80, esses veículos passaram a usar motores com 1,8 litros, e 112 cv de potência.

Traçado: um modelo pra lá de potente

O ano era 1985 quando chegava ao mercado o Golf Symcro, cuja principal característica era ter tração integral desenvolvida pela Steyr-Daimler-Puch (um dos maiores conglomerados industriais da Áustria daquele período). Além disso, o carro era equipado com um sistema de freios ABS (o primeiro de um carro compacto, diga-se).

Ele tinha um motor 1,8 litros de 90 cv, e a sua inspiração vinha do modelo Audi Quattro, cujo motor era de 2,1 litros, onde a versão turbo tinha nada menos do que 520 cv.

Rallye: um carro pra lá de turbinado

Nos anos 80, ter um veículo turbinado era privilégio de apenas alguns. Só que chega o ano de 87, e com ele o G60 Rallye. Com um motor de 1,7 litros e 160 cv de potência, esse carro tinha a capacidade de alcançar a incrível marca de 220 km/h!

Além desses atributos, esse carro ainda tinha uma suspensa mais baixa do que a maioria dos modelos por aí, e um visual pra lá de esportivo (tanto quanto o GTI).

Polêmica no visual

Em 2007, aqui no Brasil, o modelo recebeu um novo estilo que, digamos, não foi bem aceito por boa parte das pessoas. O GTI tinha, agora, 193 cv de potência, porém, só tinha duração de 2 anos.

Esse modelo foi produzido até o ano de 2013, e teve algumas edições especiais, como o Black & Silver e o Trip.

O carro do papa

Pra quem não sabe, o papa Bento XVI (sucedido pelo papa Francisco) teve, em 1999, um Golf 2.0. Ele foi comprado em uma concessionária localizada em Olpe, cidade localizada no oeste da Alemanha.

O veículo serviu ao pontífice até 2005, quando foi eleito papa, e teve que deixar a Alemanha para residir em Roma. Depois que alguém resolveu leiloá-lo para a caridade, o carro foi vendido para uma loja de veículos usados. Inclusive, pelo Online Casino, a venda dele rendeu nada menos do que cerca de R$ 535 mil!