Se tem um equipamento imprescindível para garantir a segurança de seu veículo, é o amortecedor. Afinal, é ele que mantém o contato dos pneus com o solo, o que confere estabilidade  ao automóvel e  possibilita uma dirigibilidade adequada. Devido à sua importância, trata-se de uma peça que precisa ser nova, de boa procedência e homologada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

Entretanto, é muito comum que, para economizar, os motoristas acabem optando pelos amortecedores recondicionados, por causa do seu baixo valor de mercado. Contudo, eles não são recomendados. Quer saber o porquê? A gente te conta!

O que são os amortecedores recondicionados?

Também chamado de remanufaturamento, o recondicionamento é um processo industrial que desmonta um produto usado, limpa suas peças e substitui as que estão danificadas. O produto, então, é remontado para ser novamente utilizado.

Com os amortecedores, o processo consiste em desmontá-los e fazer uma limpeza interna de seus componentes, como retentores, buchas e anéis. Ao final do reparo do amortecedor, ele será submetido a testes de carga.

No entanto, é bem comum que os mecânicos se limitem a limpar o amortecedor e trocar o óleo antes de colocá-lo novamente à venda.  E é justamente aí que reside o perigo dos amortecedores recondicionados.

Os riscos de se usar amortecedores recondicionados

Um dos grandes problemas dos amortecedores recondicionados é que eles não apresentam um desempenho adequado e nem atendem aos padrões de qualidade mais básicos, o que pode ocasionar sérios acidentes.

De acordo com especialistas, esses amortecedores passam por procedimentos estéticos para ficarem com a aparência de novos, sendo, em geral, levados e repintados, usando-se fluidos internos inadequados. Em geral, também são peças que apresentam algum grau de desgaste, o que é um perigo para a segurança do motorista e dos passageiros.

O uso desse tipo de amortecedor também pode acarretar outros problemas, como aumento da distância de frenagem, desgaste prematuro dos pneus, aquaplanagem,  balanço excessivo em freadas, trepidações e danos graves às peças de suspensão, como coxins e buchas. Outro risco é o de que haja o travamento dos amortecedores, o que impede que o motorista controle o carro da maneira adequada.

Como os amortecedores recondicionados não atendem às especificações exigidas pelas fabricantes de automóveis e têm desempenho muito inferior ao de um amortecedor novo, optar por eles por razões econômicas é um erro grande, que pode ter resultados trágicos.

Como proceder para evitar acidentes

É de fundamental importância que os motoristas e mecânicos atentem sempre para a procedência dos amortecedores, verificando se eles possuem certificado de garantia, além de gravações da data de certificação compulsória do Inmetro e da data de fabricação da peça. Na hora de comprar, escolha peças que seja homologadas pelo Inmetro, comercializadas com emissão de nota fiscal por lojas idôneas, como a Rhino Auto Parts.

É importante salientar também que a revisão dos amortecedores deve ser realizada a cada 10 mil quilômetros percorridos ou sempre que o motorista perceber ruídos, solavancos ou balanços excessivos.

O que é preciso trocar junto com o amortecedor?

Na hora de trocar o amortecedor, fique atento se outras peças estão desgastadas, como buchas, parafusos de fixação, coxins e batentes. Mesmo que esses componentes não estejam tão danificados, no entanto, os especialista recomendam a troca de todo o conjunto ao redor dos amortecedores para evitar problemas e não comprometer a vida útil do novo amortecedor.

Esperamos que essas dicas tenham sido úteis e que possam ajudar você a manter seu veículo sempre em ótimas condições. Agora, que tal compartilhar o post e informar um amigo que ainda não sabe disso?